domingo, 26 de junho de 2011

Ode aos meus pés

Todos têm manias estranhas. Elas são quase requisitos para que sejamos considerados pessoas normais. O esquisito é ser normal demais, bom demais, nerd demais...

Entre tudo o que eu poderia compartilhar, escolhi escrever sobre meus pés. Algum leitor perdido por aqui pode perguntar: “Por que sobre os pés?”. Não, meu querido, esse não é um espaço para podólatras. Mesmo o texto sendo sobre esse amor que tenho por meus pés, isso não é um fetiche. E que fique claro que esse amor se restringe apenas aos meus pés e de mais ninguém!

Quando eu tinha catorze anos uma conversa com um amigo de meu pai mudou minha vida. Ele estava contando sobre como conheceu a esposa e como tinha se apaixonado por ela. Ele disse que os sinos realmente badalaram quando ele viu os pequenos, curvados, macios, cuidados, com dedos proporcionalmente encaixados, unhas quadradinhas e levemente curvadas, sempre esmaltadas e cutiladas, pés de sua atual esposa. Aquilo me deixou curiosa, principalmente por ter aquele natural pensamento de como os pés são esquisitos, geralmente julgados como sujos, e como costumam se esconder em tênis escuros e úmidos propensos a todo tipo de fungos.

A partir daquele dia não fui capaz de usar nem mesmo uma havaiana sem estar com os meus pés muito bem feitos. Existe uma aura de sedução sobre meus pés que tenho a impressão que apenas eu vejo. Posso conquistar o mundo apenas usando esmalte renda com batida de coco. Quando pinto de francesinha e uso um peep toe nada pode ser mais sexy. Até porque, a pequena abertura na frente de um peep toe é o novo decote... Mostra apenas o necessário.

Quem precisa de lipo, silicone ou peeling? Vá a um salão de beleza de confiança, faça as unhas, e sinta o poder que emana dos seus pés.

(Stella Araujo)

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